Polícia

Mulher é condenada por estupro de menores e homicídio em Arroio Grande

Técnica em enfermagem forçou meninas a fazerem sexo com o namorado de 15 anos

O Tribunal do Júri da Comarca de Arroio Grande condenou a 41 anos e nove meses de prisão a técnica de enfermagem Vivian Pacini, de 37 anos, por homicídio e estupros praticados enquanto trabalhou na Casa de Passagem Novo Amanhecer, no município da Metade Sul gaúcha. O MP foi representado em plenário pela promotora de Justiça Cristiane Maria Scholl Levien.

Conforme as investigações, os crimes foram cometidos entre setembro e dezembro de 2011 em conjunto com um adolescente, com quem Vivian tinha relacionamento clandestino nas dependências do abrigo. Segundo a promotora de Justiça, com a ajuda do infrator a técnica passou a forçar três meninas abrigadas a praticarem sexo com ele, então com 15 anos.

As vítimas tinham nove, 11 e 16 anos e foram ameaçadas de morte em caso de reação. A primeira foi obrigada seis vezes a fazer sexo oral com o adolescente; a segunda praticou duas vezes conjunção carnal, e a mais velha foi violentada seis vezes pelo menor, tudo sob a vigilância da técnica em enfermagem. A mulher, pessoalmente, monitorava o quarto do jovem, para impedir a interrupção ou descoberta dos crimes.

Ainda segundo o processo, em 27 de novembro de 2011, Vivian e o adolescente cometeram um homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima) contra Paulo Fernando Gonçalves, de 58 anos. O homem passou diante das dependências da Casa de Passagem durante a madrugada promovendo algazarra, o que incomodou o casal, que mantinha relações ali e não queria ser descoberto.

Os fatos foram esclarecidos durante as investigações da Polícia Civil, acompanhadas diretamente pelo Ministério Público. Os crimes só foram descobertos porque uma das meninas saiu do abrigo no final de dezembro de 2011 e, livre das ameaças de morte, contou detalhes dos atos praticados pela dupla. A ré respondeu a todo o processo presa e permanece em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.


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