A mulher é investigada por formação de quadrilha e três tentativas de homicídios registradas há 15 dias na rua Lima e Silva, bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. De acordo com o delegado Paulo César Jardim, da 1ª Delegacia de Porto Alegre, uma das três pessoas atacadas durante uma briga teve a face desfigurada. "(Ela) cortou o rosto (dele) de cima abaixo, da raiz do cabelo até o queixo", detalhou o policial. A segunda teve o pescoço cortado e a terceira foi atingida no braço.
A suspeita foi encontrada na casa de familiares no bairro Diamantina, em Caxias, e não resistiu à prisão. Segundo o delegado, ela agiu com arrogância. “Pelo comportamento ousado, temos certeza de que se trata de uma líder de grupo.”
Jardim explicou que os ataques são motivados por ódio e que o grupo da mulher é uma “formação de guerrilheiros urbanos”. “Quem não pactua com eles é inimigo, e inimigo tem que apodrecer. O termo que eles usam é esse”, explicou.
Os nomes dos jovens feridos não foram divulgados. Todos já foram ouvidos. Embora as vítimas neguem, o delegado suspeita que o trio pertença a um grupo neonazista. Segundo o policial, as tatuagens nos corpos dos três sugerem simpatia às ideias de Adolf Hitler. “Somos contra o neonazismo porque somos skinheads sharp, contra qualquer preconceito, como racial ou homofobia”, alegou a mulher.