A 3ª Delegacia de Polícia de Alvorada apurou ainda que a suspeita teria realizado outras graves agressões ao filho ao longo de 5 anos. A mulher foi ouvida pela delegada Graciela Foresti e teria negado as agressões. “Ela diz que o filho que provoca e que inventa essas histórias. O menino tem um problema neurológico e não se locomove, mas narrou boa parte dos fatos”, afirmou a delegada.
Graciela contou que a investigação começou quando o menino defecou nas fraldas no colégio e ficou desesperado, pedindo para não ir embora, porque a mãe iria matá-lo. “Sempre que acontecia isso, a mãe agredia de algum modo, estrangulando ou sufocando." O filho contou à delegada que a mãe o deixava na cadeira de rodas, do lado de fora da casa, e o molhava com uma mangueira no inverno. “Ela dava tapas no rosto, introduzia a mangueira na boca para ninguém ouvir ele chorar. A irmã contou que ele foi obrigado a comer as próprias fezes.”
A delegada acredita que a família poderia ter conhecimento de algumas das agressões, mesmo assim, não acreditava que teriam sido feitas pela mulher. A polícia apurou a mãe teria tentado abortar quando estava grávida de gêmeos, mas um dos fetos teria sobrevivido e, por isso, nasceu com necessidades especiais.
O menino está há dez dias em um abrigo de Alvorada e, segundo a delegada, teria comemorado a distância da mãe. A mulher deve ser encaminhada ao Presídio Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre, e pode pegar de quatro a 11 anos de prisão.