A menina era amiga de uma filha adotiva de Maria de Fátima e as duas estudavam na mesma escola. A menina tinha ido à casa onde foi morta depois da aula de sexta-feira. Pouco depois da chegada, Maria teria pedido à filha para entregar um material na casa de um familiar. Quando voltou, a menina foi informada que Júlia tinha ido embora.
As investigações levaram os policiais a descobrir o corpo de Júlia na fossa, com a cabeça encoberta por um saco plástico amarrado em seu pescoço. Maria de Fátima inicialmente negou ter participado do crime, mas acabou confessando ter auxiliado. Ela alega que um casal que ela não conhece invadiu a casa e matou a criança.
A versão é descartada pelo delegado de Irecê, Ciro Palmeira, que comanda as investigações. "Não há dúvidas que ela é a autora do homicídio", afirmou, apesar de ainda não ter sido determinado o motivo do crime. Maria de Fátima foi detida.
Houve tentativa de invasão da delegacia por parte da população, o que fez com que a acusada fosse transferida para Salvador. A casa dela foi depredada e incendiada na noite de segunda, por moradores da localidade. Segundo Palmeira, há indícios de premeditação do crime. Maria de Fátima poderá ser indiciada por homicídio qualificado.