Polícia

Mulher de bombeiro preso diz que ele foi à Bahia negociar desocupação da Assembleia Legislativa

Cabo foi um dos líderes do movimento grevista no RJ em 2011

A mulher do cabo Benevenuto Daciolo, do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, disse nesta quinta-feira que o marido estava na Bahia a pedido da Auditoria Militar, para ajudar a negociar a desocupação do prédio da Assembleia Legislativa baiana. Segundo Cristiane, Daciolo atendeu a um pedido do juiz da Auditoria Federal Militar, José Barroso Filho.

O cabo foi preso administrativamente na noite dessa quarta-feira assim que desembarcou no Rio de Janeiro, vindo da Bahia, pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros, acusado de incitar o movimento. Segundo a corporação, pela Constituição, nenhum militar pode fazer greve. Daciolo foi um dos líderes do movimento grevista dos bombeiros fluminenses no ano passado e chegou a ser detido com mais 400 militares por motim.

Cristiane Daciolo falou que o marido não cometeu nenhum crime de incitamento. “Estão botando na conta dele uma crise que está instaurada no estado. Ele não tem nada a ver com isso. Fizeram essa prisão arbitrária e a gente ficou sem saber o que fazer com essa covardia”, disse.

Segundo ela, o cabo foi levado para o Presídio de Segurança Máxima Bangu 1. “Mandaram meu marido para o Presídio Bangu 1, só com uma prisão administrativa. Nada justifica pegar um bombeiro militar e jogar lá. Ele tem que ficar dentro do quartel. Primeiro, ele tem que ser julgado e, se ele for expulso, é que ele vai para uma cadeia normal”, afirmou.

No começo da manhã desta quinta-feira, os cerca de 300 policiais militares que ocupavam a Assembleia Legislativa de Salvador há nove dias deixaram o prédio. Segundo o advogado do grupo, a ação, porém, não representa o fim da greve.

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