O cabo foi preso administrativamente na noite dessa quarta-feira assim que desembarcou no Rio de Janeiro, vindo da Bahia, pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros, acusado de incitar o movimento. Segundo a corporação, pela Constituição, nenhum militar pode fazer greve. Daciolo foi um dos líderes do movimento grevista dos bombeiros fluminenses no ano passado e chegou a ser detido com mais 400 militares por motim.
Cristiane Daciolo falou que o marido não cometeu nenhum crime de incitamento. “Estão botando na conta dele uma crise que está instaurada no estado. Ele não tem nada a ver com isso. Fizeram essa prisão arbitrária e a gente ficou sem saber o que fazer com essa covardia”, disse.
Segundo ela, o cabo foi levado para o Presídio de Segurança Máxima Bangu 1. “Mandaram meu marido para o Presídio Bangu 1, só com uma prisão administrativa. Nada justifica pegar um bombeiro militar e jogar lá. Ele tem que ficar dentro do quartel. Primeiro, ele tem que ser julgado e, se ele for expulso, é que ele vai para uma cadeia normal”, afirmou.
No começo da manhã desta quinta-feira, os cerca de 300 policiais militares que ocupavam a Assembleia Legislativa de Salvador há nove dias deixaram o prédio. Segundo o advogado do grupo, a ação, porém, não representa o fim da greve.