Uma mulher se apresentou nesta quinta-feira à 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo se dizendo testemunha do acidente que resultou na morte de Adriana Sefrim, 34 anos, Márcia Regina dos Santos Reis, 27 anos, e Gisele Reis dos Santos, 29 anos, na BR-116, no dia 27 de novembro. Inicialmente, de acordo com o delegado Nauro Osório Marques, ela relatou que o carro, um Fiat Uno, em que as mulheres estavam havia parado no meio da estrada e desligado as luzes e, por isso, o Vectra - conduzido por um rapaz de 29 anos, que foi autuado e preso por triplo homicídio qualificado - teria colidido contra o veículo, que capotou e pegou fogo em seguida. Quando a mulher foi advertida pelo inspetor de que falso testemunho era crime, ela assumiu que não estava no local do acidente e que recebeu dinheiro da mãe do preso para contar a falsa história.
Segundo Marques, a mulher relatou, então, que era amiga de um familiar do rapaz que foi autuado e que ela teria oferecido R$ 3 mil para que a falsa testemunha fosse à delegacia contar a primeira versão. Eles teriam se encontrado em uma lanchonete, na quinta-feira, onde a mulher teria sido instruída sobre o conteúdo do testemunho. O familiar do acusado teria feito, inclusive, um bilhete com o teor do que ela deveria dizer à polícia.
O delegado afirmou que a falsa testemunha mostrou o tal bilhete e que ele será incluído nos autos do processo. As duas pessoas podem pegar cerca de 12 anos de prisão, de acordo com ele. O familiar por corrupção ativa e compra de testemunha e a mulher que disse ter visto o acidente por falso testemunho e corrupção passiva.
Mulher teria sido paga para prestar falso testemunho sobre acidente
Colisão resultou na morte de três jovens no final de novembro, na BR-116