O trabalho de um mês do Mutirão Carcerário, que visitou quase 100 casas prisionais no Estado, aponta para fortes suspeitas de que agentes da Superintendente do Sistema de Execução Penal (Susepe) estariam envolvidos com o crime organizado. Na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), por exemplo, os servidores estariam fornecendo celulares para os detentos. “A penitenciária deveria ser de alta segurança. Depois de denúncias, inclusive com vídeos, há forte indício da relação entre funcionários e presos”, disse o coordenador do Mutirão Carcerário, Douglas de Melo Martins.
Para Martins, houve melhora significativa no sistema de saúde do Presídio Central, que é o mais populoso do Brasil. Serviços de prevenção à tuberculose e atendimento a portadores do vírus HIV teriam sido qualificados. Outro presídio elogiado por Martins é o de Taquara, onde todos os presos trabalham.
Os dados serão apresentados, nesta sexta-feira, ao Tribunal de Justiça. Depois disso, o relatório tramitará no Conselho Nacional de Justiça. Somente em maio, o documento chegará a órgãos do governo do Estado e Ministério Público.