Conforme a polícia, a namorada do policial, de 54 anos, foi presa em flagrante na noite dessa terça-feira e autuada por homicídio qualificado com três qualificadores - tortura, recurso que impossibilitou a defesa e promessa de recompensa - e roubo. O crime ocorreu na residência de Schuck, no Parque Silveira Martins. Um celular e um revólver calibre 38 foram roubados. A mulher foi encaminhada para a Penitenciária Feminina Madre Pelletier.
Segundo o delegado Liedtke, o casal teria sido surpreendido por dois homens que invadiram a residência. Ainda no local do crime, a polícia suspeitou do envolvimento da mulher, pois ela foi retirada do quarto, amarrada na cozinha e disse não ter ouvido nada. O policial foi amarrado no quarto, agredido e esfaqueado. Ela teria consegudo se soltar e chamado a polícia, conforme o delegado.
Apesar da vítima ser um homem forte, não havia vestígios de luta no local. Ele foi encontrado amarrado com uma corda no pescoço e um cinto na boca. A vítima teve um dedo arrancado e havia sinais de facadas no pescoço, no queixo e na cabeça. A causa da morte do policial deverá ser esclarecida pela perícia. De acordo com o delegado, foi solicitado um exame toxicológico completo para verificar se ele foi sedado.
A mulher teria dito, em depoimento, que foi a uma vila da região Metropolitana 15 dias atrás e acertado com um homem para fazer um serviço. Ele teria que entrar pela porta dos fundos, que ficaria destrancada, e retirar a arma do policial, pois ela teria medo de arma. Para tanto, o homem receberia R$250,00. O indivíduo teria dito que apenas ficaria com a arma, não precisaria, portanto, do pagamento. Às 17h de segunda-feira, a suspeita teria recebido uma ligação do indivíduo, confirmando que seria naquele dia.
De acordo com o delegado, o casal teve um relacionamento estável de 2000 a 2008, quando houve uma separação conturbada. Naquele ano, o policial chegou a registrar quatro ocorrências contra ela. Em uma delas, a mulher ameaçava o policial de morte. O policial teria registrado que ela "pagaria R$ 15.000,00 para um homem furar os olhos dele, para ele chorar até a morte". Entre os familiares da vítima e da mulher, há boatos de que haveria duas ações judiciais de reconhecimento de união estável e separação de bens. Segundo Liedtke, as investigações prosseguem para esclarecer também esses pontos.