Polícia

Negado na Espanha pedido de liberdade a Sanfelice

Empresário gaúcho foi preso pela Interpol em maio, na cidade de Sevilha

A Justiça da Espanha negou, em definitivo, o recurso de liberdade para o empresário gaúcho Luís Henrique Sanfelice, condenado pela morte da mulher, a jornalista Beatriz Helena de Oliveira Rodrigues. A advogada de Sanfelice, Gabriela Michaelsen, confirmou, sem fornecer mais detalhes, que ele segue preso, respondendo ao processo na Europa.

Sanfelice está no Complexo Penitenciário Madrid V, na cidade de Soto Del Real, a 37 quilômetros da capital espanhola. Ele foi preso em 4 de maio, em Sevilha, pela Interpol.

O crime

O corpo de Beatriz foi encontrado carbonizado junto com o carro de Sanfelice, no Santuário Mãe de Deus, em Novo Hamburgo, em 12 de junho de 2004. No primeiro depoimento do empresário à Polícia Civil, ele afirmou que a esposa havia desaparecido no Dia dos Namorados após ambos deixarem a sua residência, na rua Heller, centro de Novo Hamburgo, com destino a uma agência bancária.

No local, o casal teria sacado R$ 1 mil e trocado de carros. Sanfelice disse ainda que o combinado seria almoçarem com um casal de amigos, mas o compromisso foi cancelado e Beatriz não foi mais localizada.

A condenação

Sanfelice foi condenado por cinco votos a dois por homicídio triplamente qualificado, em dezembro de 2006. No julgamento, testemunhas confirmaram a crise conjugal e detalhes da premeditação do crime. Também pesou contra o acusado um arquivo de computador de quatro dias antes da morte com o roteiro pré-elaborado para a realização do assassinato.

A ex-empregada doméstica do casal, acusada de falso testemunho e julgada no processo como cúmplice, foi absolvida, também por cinco votos a dois. O julgamento do empresário durou cerca de 40 horas, divididas em três dias de trabalhos. Sanfelice foi detido e, em março de 2007, transferido para o regime semi-aberto.

A fuga

Sanfelice cumpria pena no Presídio Estadual de Novo Hamburgo quando saiu para trabalhar e não voltou, em abril de 2008. Na mesma semana da fuga, o Tribunal de Justiça do Estado determinou a volta ao regime fechado até ele passar por exame psicossocial.