Polícia

Nova versão de adolescente incrimina Bruno

Tio do jovem deve ser incluído no Programa Estadual de Proteção às Vítimas

Nova versão de adolescente incrimina Bruno
Nova versão de adolescente incrimina Bruno Foto : Hoje em Dia/ Rede Record / CP
Uma nova versão do primo de Bruno, de 17 anos, pode complicar ainda mais a situação do goleiro, suspeito de envolvimento no sequestro e possível homicídio da ex-namorada Eliza Samudio. A assessoria do Ministério Público do Rio de Janeiro vai encaminhar para o MP de Minas Gerais o novo depoimento prestado pelo adolescente, que contém diferenças em relação ao primeiro, prestado para a Polícia Civil do Rio no dia em que foi apreendido.

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Na quinta-feira, dia 8, o adolescente - cuja inicial do nome é J - relatou ao promotor da Infância e Juventude, Renato Lisboa, que Bruno e a mulher, Dayanne Rodrigues, estariam no sítio no dia em que Eliza Samudio chegou ao local.
Ele contou ainda que o atleta chegou ao sítio em Contagem (MG) no mesmo dia que a ex-amante, então machucada pelas coronhadas na cabeça, e permaneceu lá por dois dias, assim como ela.

No primeiro depoimento, o adolescente havia afirmado que Bruno só teria chegado ao sítio, de táxi, um dia depois de Eliza, tendo ficado no local por duas horas.

A versão do sequestro


Luiz Henrique Romão, o Macarrão, teria dito a J. que eles iriam pegar Eliza porque ela "estava dando muita aporrinhação para Bruno por causa do filho que dizia ter com o goleiro". Conforme o garoto, Macarrão teria amarrado as mãos de Eliza pouco antes do ex-policial, Marcos dos Santos, o Bola, ter dado o golpe conhecido como gravata que a matou.

Depois da morte e do esquartejamento, o adolescente disse que Macarrão ligou para o ex-policial. Bola teria contado que os cães não comeram toda a carne de Eliza. Por este motivo, alguns restos mortais da vítima tiveram que ser colocados em uma sapata em construção, onde, depois, teria sido jogado concreto por cima.

Proteção de testemunhas

A presidente do Conselho Deliberativo do Programa Estadual de Proteção às Vítimas e Testemunhas de Infrações Penais (Provita), promotora de Justiça Mônica Marques, determinou, na sexta-feira, a inclusão provisória no sistema do tio do adolescente. Segundo o MP, o homem relatou ao delegado responsável pelo caso que vem sofrendo ameaças de morte desde que fez as primeiras denúncias, em uma rádio do Rio de Janeiro.

A equipe técnica do Provita deve realizar, na próxima semana, a entrevista de triagem com o tio do garoto e, então, o Conselho Deliberativo do programa votará a inclusão definitiva dele no Provita.

Já o Departamento de Ações Socieducativas (Degase) deve transferir o adolescente em até 48 horas para Minas Gerais. A autorização da transferência foi concedida no início da noite desta segunda-feira, pelo juiz Marcius Ferreira, da 2ª Vara da Infância e Juventude.