O juiz disse que os aspectos que mais o chocaram no trabalho dentro do presídio foram a falta de saneamento, o comando de facções e a necessidade da presença da Brigada Militar. O mutirão, que foi realizado desde o dia 10, terminou com menos de 5% dos processos de detentos com algum tipo de alteração em sua condenação. Entre as mais de 4 mil revisões, apenas 139 dos 2,2 mil presos provisórios ganharam liberdade condicional, e 39 condenações definitivas foram alteradas.
O Presídio Central
Construído em 1959 sem passar por reformas estruturais, o presídio possui pilares condenados em algumas galerias. “Ainda assim, metade dos detentos está nos locais de risco”, disse. O sistema de saneamento não existe por causa da tubulação deteriorada. De acordo com Buch, o esgoto dos banheiros dos andares superiores escorre pelas paredes e cai no pátio de visitantes e de banho de sol.
* Com informações do repórter Marcos Koboldt da Rádio Guaíba