A delegada estima que o grupo já faturou mais de R$ 1 milhão com o crime no país, desde 2010. Entre os gaúchos lesados, segundo ela, estariam clientes do banco Itaú, em Porto Alegre. Ela orienta para que estes entrem em contato com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Além de Porto Alegre, a quadrilha foi identificada em crimes cometidos em Belo Horizonte (MG) e no Rio de Janeiro (RJ). "Os integrantes da quadrilha viajam de avião, se hospedam em hotéis e andam em motos de luxo. Por fim de semana, lucram 80 mil", disse.
A fraude bancária é cometida pelo uso de tecnologia de última geração na captação ilícita dos dados de clientes. "É muito mais sofisticado que o chupa-cabra", comparou. O golpe começa quando as vítimas vão sacar dinheiro nos caixas eletrônicos, nos saguões de autoatendimento. Sem saber que a quadrilha havia instalado os dispositivos, os clientes colocam os cartões nos terminais e estes acabam retidos. Ao utilizar os canais de comunicação do terminal, como telefones, são atendidas por integrantes do bando. Eles solicitam dados, inclusive senhas, com a desculpa de providenciarem bloqueio do cartão e futura entrega de um novo em dez dias.
Conforme Ana Cristina, as vítimas não sabem que os telefones estão com dispositivos internos que desviam as ligações para a quadrilha. "Tem gente que não sabe que foi vítima", alerta. A delegada acrescenta que o dinheiro das contas serve para pagamento de hotéis e viagens de avião dos golpistas, além de compras de bens de valor. Ela solicita que as vítimas procurem as delegacias para registrar ocorrência. Em Porto Alegre, o diretor do Deic, delegado Guilherme Wondracek, foi alertado sobre o possível aparecimento de vítimas.