Polícia

Novo golpe bancário coloca a polícia em alerta

Grupo já faturou mais de R$ 1 milhão com o crime no país, desde 2010

Os gaúchos estão entre as vítimas de uma quadrilha responsável por fraude bancária investigada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso. A revelação é da delegada Ana Cristina Feldner, que comanda as investigações. Em Cuiabá, os agentes capturaram três supostos integrantes do grupo, quando saíam de uma agência bancária. A quadrilha, oriunda de São Paulo, tem outros 13 criminosos em circulação por todo o país.

A delegada estima que o grupo já faturou mais de R$ 1 milhão com o crime no país, desde 2010. Entre os gaúchos lesados, segundo ela, estariam clientes do banco Itaú, em Porto Alegre. Ela orienta para que estes entrem em contato com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Além de Porto Alegre, a quadrilha foi identificada em crimes cometidos em Belo Horizonte (MG) e no Rio de Janeiro (RJ). "Os integrantes da quadrilha viajam de avião, se hospedam em hotéis e andam em motos de luxo. Por fim de semana, lucram 80 mil", disse.

A fraude bancária é cometida pelo uso de tecnologia de última geração na captação ilícita dos dados de clientes. "É muito mais sofisticado que o chupa-cabra", comparou. O golpe começa quando as vítimas vão sacar dinheiro nos caixas eletrônicos, nos saguões de autoatendimento. Sem saber que a quadrilha havia instalado os dispositivos, os clientes colocam os cartões nos terminais e estes acabam retidos. Ao utilizar os canais de comunicação do terminal, como telefones, são atendidas por integrantes do bando. Eles solicitam dados, inclusive senhas, com a desculpa de providenciarem bloqueio do cartão e futura entrega de um novo em dez dias.

Conforme Ana Cristina, as vítimas não sabem que os telefones estão com dispositivos internos que desviam as ligações para a quadrilha. "Tem gente que não sabe que foi vítima", alerta. A delegada acrescenta que o dinheiro das contas serve para pagamento de hotéis e viagens de avião dos golpistas, além de compras de bens de valor. Ela solicita que as vítimas procurem as delegacias para registrar ocorrência. Em Porto Alegre, o diretor do Deic, delegado Guilherme Wondracek, foi alertado sobre o possível aparecimento de vítimas.


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