O empresário Gilson Trennepohl, de 65 anos, proprietário da fabricante de máquinas agrícolas Stara e vice-prefeito de Não-Me-Toque, no Norte do Rio Grande do Sul, foi resgatado na madrugada desta segunda-feira após ser vítima de sequestro. Ele foi localizado em Marau, sem ferimentos, e passa bem, conforme informações da Brigada Militar.
Quando e como ocorreu o sequestro
De acordo com as forças de segurança, o sequestro ocorreu no sábado, quando Trennepohl deixava a festa de final de ano da empresa Stara. Os criminosos abordaram o empresário e o levaram do local. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Civil e da Brigada Militar desde as primeiras horas após o crime.
Durante as investigações, a Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), identificou uma propriedade rural que seria utilizada como cativeiro. No entanto, antes da chegada das equipes, os suspeitos fugiram levando a vítima.
O resgate
Com o avanço das diligências, o 3º Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) foi acionado para reforçar as buscas. O empresário acabou sendo localizado em uma área de mata, em Marau, durante a madrugada. Ele foi encaminhado ao Hospital Cristo Redentor, onde recebeu atendimento médico e foi liberado após avaliação.
Quem é o empresário
Gilson Lari Trennepohl é uma das principais lideranças empresariais e políticas de Não-Me-Toque, município com cerca de 18 mil habitantes e reconhecido como a Capital da Agricultura de Precisão.
Natural de Ibirubá, chegou à cidade em 1980 e construiu sua trajetória profissional na Stara, empresa da qual é proprietário e presidente do Conselho. Desde 2020, atua também na vida pública, sendo vice-prefeito pelo Partido Liberal (PL), cargo para o qual foi reeleito em 2024.
Investigação em andamento
Um homem foi preso, apontado como suspeito de envolvimento e possível mentor do sequestro. Segundo a Brigada Militar, as buscas continuam na região para localizar e prender outros envolvidos. O caso segue sob investigação, e as forças de segurança ainda não divulgaram a possível motivação do crime.
A polícia deve apurar detalhes sobre o pedido de resgate, quantas pessoas participaram da ação e como se deu a dinâmica da abordagem e do cativeiro.