O homem foi apontado por testemunha durante depoimento à Justiça sobre de Eliseu. Segundo o áudio do depoimento, que a repórter da Rádio Guaíba Renata Colombo divulgou com exclusividade nessa sexta-feira, o oficial seria um dos proprietários da empresa Reação e teria pago R$ 30 mil para os supostos executores, entre eles Eliseu Pompeu Gomes.
Em outro áudio, a testemunha diz que o tenente-coronel pagava R$ 1 mil por semana para Eliseu Pompeu Gomes, para que ele e os comparsas mantivessem a versão de que a morte ocorreu em uma tentativa de roubo do carro da vítima, na noite de 26 de fevereiro de 2010, no bairro Floresta.
A testemunha, que está no Presídio Central e é investigada em outro processo por estelionato, confessou ter ido buscar, na casa do oficial, metade do pagamento a Eliseu Pompeu Gomes, para que ele cometesse o assassinato. O motivo do crime seria o rompimento de uma licitação na Secretaria Municipal da Saúde. Os outros R$ 15 mil teriam sido pagos após a morte.
Em outro trecho do depoimento, a testemunha relata que o plano inicial não era executar o político em Porto Alegre, mas em um sítio em Arroio dos Ratos, na região Carbonífera. O plano tramado pelo oficial e pelo diretor da Reação, Jorge Renato Hordoff de Mello, era enterrar o corpo na propriedade.
A Justiça liberou, por meio de habeas corpus, Eliseu Pompeu Gomes e o irmão, Jonatas Pompeu Gomes, além de Fernando Junior Treib Krol, Marcelo Dias Souza e Robinson Teixeira dos Santos. Todos foram denunciados como os executores do crime. Também foram soltos os ex-dirigentes da empresa Reação, denunciados como os mandantes do crime: Jorge Renato Hordoff de Mello e Marcelo Machado Pio. Um terceiro suposto mandante, Marco Antônio Bernardes, que ocupava Cargo em Comissão e que teria sido exonerado por Eliseu Santos, já estava em liberdade.
O advogado de Jorge Renato Hordoff de Mello, Ricardo Cunha Martins, acusou o MP de estar "fantasiando". Ele disse que esta é a quarta versão oferecida para o caso e que não tinha conhecimento do conteúdo do depoimento. O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Sérgio de Abreu, afirmou que só irá se pronunciar depois de receber documentação oficial do Ministério Público.