Polícia

“Onde não há cadáver, não há crime”, diz advogado de Bruno

Ércio Quaresma acredita que não é possível que cachorros pudessem ocultar todos os vestígios

O advogado do goleiro do Flamengo Bruno, Ércio Quaresma, disse nesta sexta-feira à Rádio Guaíba que “onde não há cadáver, não há crime”. Ele afirmou que essa é a opinião de muitos magistrados e é pertinente para a defesa: “É uma situação muito pertinente para demonstrar que não há crime de homicídio”. O atleta é suspeito de mandar matar a ex-namorada Eliza Samudio.

Segundo depoimento do primo dele de 17 anos, a jovem de 25 foi morta e seu corpo entregue a cachorros. Para Quaresma, não é possível que os animais tenham comido toda a carne e não haja vestígios aparentes de sangue no local onde teria ocorrido o crime: “Teria sangue por todo o lado, se ela fosse esquartejada e usassem o luminol, precisariam de óculos escuros. Será que os cachorros tomaram o sangue de canudinho?”.

Quaresma disse que perguntou ontem ao seu cliente se ele havia matado, mandado matar ou colaborado com a morte de alguém. “Ele disse não. Então, para mim, não foi ele”, afirmou.

Sobre a data do suposto crime, que teria ocorrido, conforme testemunhas no dia 5, o advogado disse que tentará cruzar a agenda dos treinos e compromissos que o jogador tinha no Flamengo. Ele também pode pedir o registro de companhias aéreas para demonstrar que Bruno não estaria em Minas Gerais na data.

Inquérito

Os três advogados envolvidos no caso se queixam da demora da Polícia Civil de Minas Gerais para permitir o acesso ao inquérito. Quaresma, que também defende o amigo de Bruno, Macarrão, alegou nesta noite que os dois não se pronunciariam enquanto ele não lesse o inquérito.

"Enquanto eu não tiver acesso ao inquérito, ao que foi dito nos autos, não posso aconselhar meus clientes", afirmou, que também defende Dayanne Souza (esposa de Bruno), Elenílson Vitor da Silva, Wemerson Marques de Souza (Coxinha) e Flávio Caetano Araújo (Flavinho). O advogado chegou a interromper uma entrevista do delegado Edson Moreira à imprensa para reclamar da demora. O delegado prometeu aos advogados que eles podem obter uma cópia do trabalho policial no Departamento de Investigação (DI) ainda hoje.