Uma ofensiva da Procuradoria de Prefeitos, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), amplia na manhã desta terça-feira as investigações da Operação F5, deflagrada em outubro do ano passado para apurar a inserção de informações falsas no sistema de marcação de consultas no Sistema Único de Saúde (SUS) de Taquara para residentes na cidade do Vale do Rio do Sinos. A intitulada Operação F5-I cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas casas de pessoas ligadas à prefeita eleita de Ivoti, Maria de Lourdes Bauermann (PP), que foi denunciada em dezembro pelo susposto esquema.
Além da prefeita, também tiveram os nomes denunciados à justiça Irani Weber, uma moradora da cidade, e a vereadora eleita de Taquara, Magali Vitorina da Silva (PTB). Elas são suspeitas de associação criminosa e inserção de informações falsas em sistema de informações.
Conforme a denúncia, o trio fraudou a ordem da marcação de consultas, em Taquara, de pacientes residentes em Ivoti, com o objetivo de agilizar o atendimento deles em unidades hospitalares da Capital. O Ministério Público (MP) apurou que, entre abril de 2013 e novembro de 2015, Maria de Lourdes e Irani angariaram moradores cadastrados no SUS e prometeram a eles o agendamento de consultas, exames e procedimentos de saúde de forma mais rápida e eficaz. Os dados eram repassados a Magali, que é servidora pública da Secretaria de Saúde de Taquara.
As investigações mapearam 14 casos, como cirurgias plásticas nas pálpebras e no nariz, consultas oftalmológicas agendadas para duas semanas depois da marcação (a espera, em regra, é superior a um ano), além de uma consulta com oncologista marcada para 15 dias depois da inserção no sistema Aghos, do governo federal.
Operação amplia investigações sobre fraude na fila do SUS em Ivoti
Ofensiva cumpriu mandados de busca e apreensão em casas de pessoas ligadas à prefeita denunciada