A Polícia Civil apreendeu 180 galos que eram utilizados em rinhas no Vale do Sinos em operação deflagrada na manhã desta sexta-feira. A ofensiva, chamada de Fim de Rinha, deve cumprir 14 ordens judiciais em Portão, São Leopoldo e Sapucaia do Sul e prendeu três pessoas. De acordo com a investigação, em um dos locais, foram encontrados 30 aves usadas para rinha. No total, são cerca de R$ 500 mil em animais apreendidos.
Conforme a Polícia Civil, o objetivo é desarticular rinhadores e criadores de galo de rinha. A titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, delegada Marina Goltz, explicou que as investigações começaram ainda no início do ano passado. "Começamos a investigar tudo a partir do furto de aves silvestres de um zoológico. Cumprimos mandados de busca e apreensão e encontramos um homem, que seria rinhador. A partir disso, seguimos investigando e encontramos um grupo que realizava rinhas", explicou Marina.
A delegada relatou ainda que as aves eram preparadas para combates, já que passavam por treinamentos e ainda ganhavam material como esporas. "Os galos eram submetidos a um grande estresse durante esses treinos. Alguns eram jogados de uma altura de um metro para fortalecer as pernas. Os ainmais eram suspensos pela cauda para fortalecer unhas e patas e também recebiam banhos gelados seguidos de exposição direta ao sol, tudo para ganharem resistência", acrescentou.
Operação de combate à rinhas de galos no RS já apreendeu 150 animais. Galos recebiam esteróides para lutarem melhor @RdGuaibaOficial pic.twitter.com/CjeSfO2eP6 — Eduardo Paganella (@EduPaganella) March 24, 2017