Segundo a delegada regional de polícia, Elisângela Melo Reghelin, foi a maior apreensão de crack da região. O valor da droga apreendida é estimado em R$ 20 mil. Com as 700 gramas de crack, segundo a delegada, é possível produzir 2,5 mil pedras. “Tivemos uma apreensão significativa para a realidade dos municípios da região. Estamos na rota do tráfico”, afirma.
Segundo a delegada, a operação, denominada de Gaiola, trabalhou em duas frentes de investigação: roubo e tráfico de drogas. De acordo com ela, as investigações foram realizadas paralelamente e não possuem ligação direta. “Optamos por cumprir todos os mandados conjuntamente para aproveitar o efetivo. Tivemos êxito nas ações”, salienta. Além da delegada regional, atuaram na operação os delegados de Gramado, Gustavo Barcelos, de Canela, Daniel Reschke, e oito agentes.
O delegado de Gramado, Gustavo Barcelos, destaca que Polícia Civil investigava uma tentativa de latrocínio ocorrida há três semanas em Cambará do Sul: um homem foi esfaqueado durante um assalto. “Descobrimos que a vítima estava bebendo com uma mulher e que ela teria repassado informações aos assaltantes. Depois do roubo, todos vieram para Canela, onde moram”, conta.
Com base nas informações, a Polícia Civil solicitou os mandados de prisão e realizou as buscas em Canela. “Os crimes não possuem ligação direta, mas o roubo foi cometido com a finalidade de conseguir dinheiro para comprar drogas”, reitera Barcelos.
Além de cumprir os mandados de prisão, a Operação Gaiola também cumpriu mandado de busca e estourou um depósito de drogas no bairro São Lucas, em Canela. No local, os policiais encontraram drogas e armas. No entanto, nenhum traficante foi localizado. “Estamos investigando a quadrilha há seis meses. Sabemos quem são os responsáveis. Vamos continuar trabalhando para realizar a prisão de todos os envolvidos”, destaca o delegado de Canela, Daniel Reschke.
Para os delegados, a troca de informações entre as delegacias de Gramado e Canela possibilitou o sucesso na operação. O roubo de uma espingarda era investigado pela DP de Gramado, que recebeu a informação de que a arma estava em Canela. “Além da espingarda, encontramos dois revólveres e a droga dentro de uma mochila, que estava escondida em um alçapão na casa”, afirma Reschke.
Os delegados investigam, ainda, outros crimes que podem ter sido cometidos pela quadrilha, já que foram encontradas armas roubadas e uma touca ninja. O material pode ter sido usado em assaltos. “Se eles não estão envolvidos com roubos, certamente serão enquadrados por receptação”, frisa o delegado de Canela.