Com um forte aparato, 80 homens do 3° Batalhão de Operações Especiais (BOE) e do Pelotão de Operações Especiais (POE) do 3° RPMon da Brigada Militar, entraram na casa prisional às 6h. Os detentos foram retirados das celas de galeria por galeria e levados para o pátio. Houve momentos de tensão, inclusive de brigas entre os próprios presos. A Brigada Militar precisou intervir com disparos de bombas de efeito moral para conter o início de tumulto.
Segundo o comandante do BOE, major André Pithan, como eram muitos homens juntos, alguns se envolveram em brigas devido a rixas, mas a situação foi rapidamente controlada. Apenas três detentos saíram lesionados - nenhum com gravidade. Após a retirada dos presos, os policiais revistaram todas as celas e apreendendo o material ilegal.
O coordenador do Centro de Apoio Criminal do MP, promotor de Justiça Fabiano Dalazen, considerou a operação exitosa. De acordo com ele, foi encontrado aquilo que era esperado, fruto de uma superlotação, o que facilita para a entrada de drogas, armas e celulares. Com capacidade para 336 detentos, o presídio regional de Passo Fundo tem hoje uma população 831 presos entre homens e mulheres – nos regimes semiaberto e fechado. O promotor classificou a superlotação como "absurda".
Para Dalazen, a apreensão serve como uma alerta de que as condições do sistema prisional são precárias. Conforme ele, existe a necessidade de mais fiscalização e investimentos para evitar a entrada, por exemplo, telefones celulares, que são usados para comandar os crimes de dentro das cadeias. O promotor afirma que com essas operações de fiscalização, as autoridades policiais e ao MP estão empenhadas em resolver uma parte do problema. Ele diz esperar que os responsáveis por investimentos e construções de novos presídios se conscientizem com isso e cumpram seu papel.