Polícia

Operação apreende celulares, armas e drogas no presídio de Passo Fundo

Ação conjunta entre Brigada Militar, Polícia Federal e pelo Ministério Público durou 13 horas

Em operação realizada durante 13 horas nesta terça-feira no presídio regional de Passo Fundo, foram apreendidos 26 telefones celulares, 17 chips, 20 estoques (facas de fabricação artesanal), 150 gramas da crack, pequena quantia de maconha, comprimidos de viagra e cerca de R$ 1,5 mil em dinheiro. A ação foi desencadeada em conjunto entre Brigada Militar, Polícia Federal e pelo Ministério Público (MP). A operação ocorreu em cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal de Carazinho.

Com um forte aparato, 80 homens do 3° Batalhão de Operações Especiais (BOE) e do Pelotão de Operações Especiais (POE) do 3° RPMon da Brigada Militar, entraram na casa prisional às 6h. Os detentos foram retirados das celas de galeria por galeria e levados para o pátio. Houve momentos de tensão, inclusive de brigas entre os próprios presos. A Brigada Militar precisou intervir com disparos de bombas de efeito moral para conter o início de tumulto.

Segundo o comandante do BOE, major André Pithan, como eram muitos homens juntos, alguns se envolveram em brigas devido a rixas, mas a situação foi rapidamente controlada. Apenas três detentos saíram lesionados - nenhum com gravidade. Após a retirada dos presos, os policiais revistaram todas as celas e apreendendo o material ilegal.

O coordenador do Centro de Apoio Criminal do MP, promotor de Justiça Fabiano Dalazen, considerou a operação exitosa. De acordo com ele, foi encontrado aquilo que era esperado, fruto de uma superlotação, o que facilita para a entrada de drogas, armas e celulares. Com capacidade para 336 detentos, o presídio regional de Passo Fundo tem hoje uma população 831 presos entre homens e mulheres – nos regimes semiaberto e fechado. O promotor classificou a superlotação como "absurda".

Para Dalazen, a apreensão serve como uma alerta de que as condições do sistema prisional são precárias. Conforme ele, existe a necessidade de mais fiscalização e investimentos para evitar a entrada, por exemplo, telefones celulares, que são usados para comandar os crimes de dentro das cadeias. O promotor afirma que com essas operações de fiscalização, as autoridades policiais e ao MP estão empenhadas em resolver uma parte do problema. Ele diz esperar que os responsáveis por investimentos e construções de novos presídios se conscientizem com isso e cumpram seu papel.

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