Polícia

Operação coíbe venda ilegal de fogos de artifício

Fiscais da Smic e PM percorrem estabelecimentos comerciais até o final do ano

Operação coíbe venda ilegal de fogos de artifício
Operação coíbe venda ilegal de fogos de artifício Foto : Mateus Bruxel
A Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) deu início, na manhã desta terça-feira, à operação Caça-Fogos, para impedir a venda ilegal de fogos de artifício em Porto Alegre neste fim de ano. Uma equipe de fiscais, com apoio de policiais militares, está percorrendo as ruas e inspecionando estabelecimentos comerciais na cidade.

Denúncias de comércio irregular e armazenagem deste tipo de produto, mesmo em pequenas quantidades, devem ser feitas pelos telefones 3289-1760 e 3289-1751, em horário comercial. A primeira apreensão ocorreu em um bazar localizada na rua Ursa Maior, na vila Cruzeiro do Sul, onde foram recolhidos bombinhas e rojões. Os responsáveis foram multados e, em caso de reincidência, pagarão multa em dobro. Uma terceira desobediência pode resultar até na cassação do alvará do estabelecimento.

A venda de artefatos explosivos está liberada somente em seis locais da Capital: Bazar Bahia, na avenida Presidente Franklin Roosevelt, 1444; Bazar Bahia, na rua Lopo Gonçalves, 111/loja 01; Lotérica Aimoré Ltda, avenida Presidente Franklin Roosevelt, 1444; Fogos Amorim, na rua Oliveira Lopes, 26/loja 2; Super Lang, na avenida Niterói, 235; e ainda Armazém e Ferragem Gomes, na rua Doutor Barcelos, 1683. O secretário da Smic, Idenir Cecchim, observou que todas as orientações de manuseio do produto são repassadas pelos funcionários dos estabelecimentos, o que contribuiu para reduzir as chances de acidentes. Ele lembrou ainda que a má qualidade dos explosivos também eleva os riscos de dar algo errado.

Idenir Cecchim acredita que a venda ilegal de fogos de artifício tem diminuído cada vez mais graças às ações da Smic dentro da operação Caça-Fogos, realizada há quatro anos e sempre com apoio da BM. Ele afirmou que o envolvimento da comunidade com o encaminhamento das denúncias também está sendo fundamental. O secretário alertou que os moradores vizinhos de depósitos clandestinos correm o risco de serem vítimas de explosões nesses locais, cujas condições de segurança não existem.

O secretário advertiu, ainda, que jamais devem ser vendidos artefatos explosivos para menores de idade. No Revéillon do ano passado, 17 pessoas ficaram feridas com fogos de artifício. Em 2008, foram recolhidas quase 10 mil unidades de artefatos.