São cumpridos 31 mandados de prisão, 63 conduções coercitivas e 129 mandados de busca e apreensão na casa dos investigados e nas empresas supostamente ligadas à quadrilha. Entre eles, está um no bairro Navegantes, em Porto Alegre, onde foram apreendidos notas e computadores em uma empresa de produtos químicos. A Justiça Federal também decretou o sequestro de bens, incluindo veículos, embarcações, aeronaves e equipamentos industriais e o bloqueio de recursos financeiros dos suspeitos.
As ações ocorrem simultaneamente em 12 Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Em outros cinco – Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará e Piauí, além do Distrito Federal, a PF realiza apenas o sequestro de bens.
Participam da operação cerca de 90 auditores fiscais da Receita Federal e 500 policiais federais. São investigados crimes como sonegação fiscal, fraude à execução fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
A Receita Federal já fiscalizou 11 empresas do grupo investigado, com um total de R$ 110 milhões em créditos tributários constituídos. Um dos resultados esperados com a operação é a satisfação dessa dívida junto ao fisco.
As investigações tiveram início quando a Receita Federal detectou indícios de crimes contra a ordem tributária em uma das empresas do grupo. Havia também a suspeita de existência de fraudes na constituição de empresas utilizadas como “laranjas”. O esquema seria utilizado para dissimular operações comerciais e financeiras com intuito de não recolher os tributos devidos ao Fisco. É investigada a utilização de empresas interpostas (laranjas), empresas sediadas em paraísos fiscais, factorings e até fundos de investimento utilizados na suposta fraude.