A investigação indicou ainda que os suspeitos adulteravam o sinal identificador do carro, além de praticar estelionato e formação de quadrilha. A ação é coordenada pelos delegados da Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) Juliano Ferreira e Arthur Raldi.
De acordo com o delegado Arthur Raldi, era investigada há sete meses, período em que os policiais descobriram que o primeiro objetivo do grupo era roubar carros e depois dar seguimento ao esquema. "Estes veículos estavam sendo roubados e depois anunciados em classificados para venda. Até o anúncio, eles adulteravam o sinal de identificação e alteravam a documentação do carro", explicou em entrevista à Rádio Guaíba.
Segundo Raldi, as vítimas do golpe costumavam ainda realizar os pagamentos de forma adiantada e eram surpreendidas quando descobriam que o carro comprado se tratava de um veículo roubado. "Elas compravam e depois descobriram a origem ilícita do automóvel quando passavam por uma vistoria do Detran. Os preços variavam de R$ 20 a 30 mil", acrescentou.