Polícia

Operação conjunta busca quadrilha que assaltou banco em Cambará do Sul

Um dos criminosos mortos em tiroteio é gaúcho

Uma operação conjunta com cerca de 60 policiais militares gaúchos e catarinenses foi montada neste sábado para localizar e capturar os quatro integrantes da quadrilha fortemente armada que assaltou o Banrisul de Cambará do Sul na tarde dessa sexta-feira.

Na manhã de sábado, o Instituto Médico Legal (DML) de Araranguá (SC) identificou o criminoso morto. Trata-se de um gaúcho, de 31 anos, natural de Vicente Dutra, que residia em São Miguel do Oeste (SC). Em seus antecedentes criminais consta envolvimento com roubo de veículos e de cargas. Em abril de 2008, por exemplo, ele foi preso na operação Guilhotina, os policiais civis catarinenses, sendo apontado como líder de uma quadrilha que agia no RS, SC e PR. A organização criminosa tinha bases no Oeste e Sul de SC.

Ainda no início da madrugada de sábado, dois reféns, um guarda de um parque e um morador, que haviam sido rendidos pelos bandidos durante a fuga, conseguiram escapar e procuraram os policiais militares na região. As vítimas confirmaram que quatro criminsos permaneciam na mata fechada.

Os assaltantes refugiados em um área de mata fechada, na localidade de Rio do Boi, estão armados com quatro armas, incluindo um fuzil. As buscas pelo bando têm apoio até de um helicóptero da PM de SC. A rápida mobilização policial ainda na tarde de sexta-feira impediu que o bando deixasse a região.  Vários confrontos se sucederam quando os criminosos fugiram para Praia Grande (SC). Um quinto bandido, com uma pistola calibre 380, morreu em tiroteio com agentes da DP de Sombrio (SC) em uma estrada de chão batido. 

O criminoso gaúcho morto foi baleado na carroceria de uma Nissan Frontier em uma estrada de chão batido, quando a quadrilha se deparou com uma barreira feita por três agentes da DP de Sombrio (SC), incluindo um gaúcho que reside há dez anos no estado vizinho.

Em segundo tiroteio, os assaltantes já haviam rendido o guarda do parque e um morador para serem usados como escudo humano, o que impediu os três policiais civis atirassem novamente. Com um pneu furado e encurralada no trecho final da estrada de chão batido, a Nissan Frontier foi abandonada e o bando refugiou-se dentro da mata.

Outros tiroteios haviam ocorrido antes com policiais militares, sendo que um cabo da PM de Praia Grande foi ferido no braço. Antes da Nissan Frontier, a quadrilha utilizou um Toyota Hilux, um Ford Fusion, um Ford EcoSport, um Renault Fluence, um táxi Fiat Siena e uma Chevrolet Montana no trajeto entre Cambará do Sul e Praia Grande. Dois vigilantes, mantidos reféns, foram soltos no início da fuga, após o ataque ao banco.