A operação Safari, desencadeada para desarticular o grupo que seria responsável por decapitações e execuções em Porto Alegre, terminou nesta segunda-feira com 13 presos. Mais de 60 ordens judiciais foram cumpridas no bairro Mário Quintana, na zona Norte da cidade. Drogas, armas e munições foram apreendidos.
Conforme a delegada Luciana Smith, a operação é fruto de oito inquéritos policiais que apuram a morte de nove pessoas. Dentre os casos investigados, há dois esquartejamentos e uma decapitação. No total, 19 pessoas foram investigadas. “O centro das investigações é um líder de organização criminosa atuante na região e que foi transferido recentemente para um presídio federal. Conforme se constatou, todas as mortes investigadas tinham a chancela do referido líder. O mesmo denominava uma parte de seu grupo criminoso como "os leões", parte essa que era responsável pelas execuções, esquartejamentos e decapitações", relatou Luciana.
Conforme a delegada, os dados colhidos nas investigações mostram que o líder usava o apelido do grupo de executores para determinar os assassinatos. "Sempre que dava a ordem para as execuções, o líder mencionava ‘bota os leões na selva para caçar’, vindo daí a referência ao nome da operação, que foca na prisão deste grupo de criminosos violentos", explicou.
Segundo Luciana, “a partir das ordens do líder, o grupo saia às ruas atrás de vítimas, principalmente as que tinham relação com quadrilhas rivais. Uma vez capturada a vítima, era comum a manutenção dela em casas do grupo criminoso para tortura e, conforme da vontade do chefe do bando, o esquartejamento”.
A investigação localizou duas destas residências e contou com o apoio do Instituto-Geral de Perícias para coleta de elementos de prova que contribuíssem para elucidação dos fatos, relatou a delegada. Ao longo das investigações, nove dos envolvidos foram presos e mais de 150 quilos de maconha foram apreendidos.
Operação contra assassinatos em Porto Alegre termina com 13 presos
Executores de facção eram conhecidos como Leões