Polícia

Operação contra homicídios prende cinco em Porto Alegre

Polícia Civil deflagrou ofensiva na manhã desta sexta-feira na Capital

Operação Mestre termina com cinco presos em Porto Alegre
Operação Mestre termina com cinco presos em Porto Alegre Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
A Operação Mestre prendeu cinco pessoas na manhã desta sexta-feira em Porto Alegre. A ofensiva da Polícia Civil deflagrada na manhã desta sexta investigava um homicídio provocado por traficantes por disputa por pontos de comércio de drogas na zona Sul da Capital. De acordo com a titular da 6ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Elisa Souza, a ordem para matar a vítima na Vila Erechim, no bairro Nonoai, veio de dentro de um presídio.

"Houve uma ordem de dentro de um presídio para executar o indivíduo que não era envolvido com a criminalidade e não pertencia a facções, mas ele era parente de um desses indivíduos que seria um dos líderes de uma facção que comandava a região", declarou Elisa. 



As investigações iniciaram em janeiro deste ano após um assassinato na vila Erechim. Houve o cumprimento de 14 mandados judiciais na cidade, sendo sete de prisões preventiva e outros sete de busca e apreensão. A ação ocorreu nos bairros Nonoai, Lomba do Pinheiro e Teresópolis.

Segundo a delegada, o crime foi uma retaliação. “A vítima foi morta por ser familiar de um dos líderes da facção que comanda o tráfico na região. Ao tentarem capturá-lo, os rivais se depararam com o fato de o mesmo não estar mais na localidade, executando então o parente dele”, explicou Elisa.

Detido teria participado de ataque contra posto da Brigada Militar

A prisão dos cincos criminosos pode ajudar na investigação sobre os atentados a tiros contra um posto e um micro-ônibus da Brigada Militar, na vila Cruzeiro do Sul, e o incêndio de um ônibus na rua Octávio de Souza, no bairro Nonoai. Um dos detidos é apontado como liderança do narcotráfico na região conflagrada e teria participação nos ataques. Um segundo suspeito de envolvimento no incêndio do coletivo, da linha 264 Prado, já havia sido detido pelos policiais militares do 1º BPM nessa quinta-feira durante uma incursão na vila Cantão, que fica na área.