Entre os envolvidos nos crimes, havia dois servidores públicos municipais, um fiscal sanitário do Estado de Santa Catarina, dois policiais militares de Santa Catarina e cinco policiais militares do Paraná. Tanto o fiscal como os policiais davam apoio, segundo a PF, aos contrabandistas e recebiam propina da organização para facilitar a passagem do contrabando.
A quadrilha mantinha ramificações nas cidades de Frederico Westphalen (RS), Palmeira das Missões (RS), Cruz Alta (RS), Santana do Livramento (RS), Rio Grande (RS), Cachoeirinha (RS), Porto Alegre (RS), Foz do Iguaçu (PR), Santa Terezinha do Itaipú (PR), Céu Azul (PR), Cascavel (PR), Curitiba (PR), Campo Erê (SC), Saltinho (SC) e São Miguel do Oeste (SC). O grupo também enviava cigarros contrabandeados para Montevidéu, no Uruguai.
Durante a investigação, foram presas 32 pessoas em flagrante, apreendidos 36 veículos (dois caminhões, seis automóveis roubados e 28 outros automóveis) e 109.524 pacotes de cigarros contrabandeados.