Ao todo, o golpe envolvia cerca de 300 empresas, parte delas "laranjas", principalmente do setor de produtos químicos. Entre os bens confiscados do grupo estão uma ilha de 20 mil metros quadrados na costa de Salvador (BA), além de várias aeronaves, lanchas, carros de luxo, imóveis residenciais e parques industriais.
A operação é realizada em 17 estados e no Distrito Federal, entre eles o Rio Grande do Sul, com a participação de 650 agentes da PF, além de auditores da Receita Federal. Todos os mandados foram expedidos pela Justiça Federal em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.
Segundo o delegado Marcelo Freitas, que coordenou a ação por parte da PF, foi em uma das empresas do grupo no município que tiveram início as investigações, ainda na década de 1990. Em 2009, a polícia e a receita descobriram que o grupo era ramificado, parte dele com sede no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas.
"A empresa que encabeça o esquema é uma grande empresa do setor químico, de capital aberto, com sede na Bahia e em São Paulo e filias em todo o País", contou o delegado, sem revelar os nomes das companhias e das pessoas envolvidas na fraude.
Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe registraram mandados de prisão e busca. A maior parte dos investigados e das empresas, segundo a PF, está na Bahia e em São Paulo.