Polícia

Operação mira bens de traficante e confisca R$ 6,3 milhões

Objetivo era desarticular financeiramente grupo responsável por "banho de sangue" na Capital

Operação Ruína desarticulou financeiramente facção de Porto Alegre
Operação Ruína desarticulou financeiramente facção de Porto Alegre Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
A Polícia Civil desencadeou, nesta sexta-feira, a operação Ruína para atacar as finanças da facção criminosa Bala Na Cara, chefiada pelo traficante Minhoca. A mobilização da Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos ocorreu uma semana após ação idêntica deflagrada contra a facção Anti-Bala, comandada por Nego Jackson.

Cerca de 90 agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão e outros seis mandados de prisão em Porto Alegre, Viamão, Gravataí e Xangri-Lá. Houve cinco prisões. Minhoca está preso desde agosto do ano passado, quando foi capturado no Paraguai, onde buscava droga para abastecer o narcotráfico de Porto Alegre e região.

A operação, que teve como objetivo combater os crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, resultou no bloqueio e sequestro judicial de R$ 6,3 milhões em bens, contas bancárias, imóveis e veículos. Apenas os valores nas contas bancárias, em nome de mais de 100 “laranjas” residentes no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais, totalizam R$ 2,5 milhões. Em Xangri-Lá, o alvo foi uma mansão usada no veraneio por Minhoca.

Segundo o delegado Filipe Bringhenti, da Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro, o grupo criminoso é precursor de inúmeros crimes violentos em Porto Alegre nos últimos anos, que envolvem esquartejamentos, carbonizações e decapitações humanas.

Já o diretor do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos, delegado Cristiano Reschke, destacou que, para o sucesso da operação, foi fundamental a atuação comprometida e efetiva do Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria Especializada no Combate à Lavagem de Dinheiro e às Organizações Criminosas. “O trabalho em parceria trouxe e está surtindo efeitos importantes para a repressão ao crime organizado”, salientou.

Na semana anterior, quando facção Anti-Bala foi o alvo na operação Quebra-Cabeça, o patrimônio financeiro atingido foi avaliado em torno de R$ 11 milhões. Nego Jackson, que também está detido no sistema prisional, foi quem iniciou um a guerra com o grupo rival na busca pela hegemonia do narcotráfico.