A fiscalização teve o objetivo de concentrar esforços da polícia ambiental contra a pesca predatória na Bacia do Uruguai, pois de 1º de outubro a 31 de janeiro é a temporada da Piracema, quando diversas espécies se reproduzem. Nesse período, o Ibama proíbe a pesca com redes e outros equipamentos, sendo permitido somente o uso de linha de mão ou vara, linha e anzol, e apenas um desses petrechos pode ser utilizado por pescador.
O subcomandante do CABM, tenente-coronel Otacílio Maia Cardozo, que coordenou a Operação, alerta que o patrulhamento feito pelo CABM nos cursos hídricos é permanente e que tanto pescadores profissionais como amadores devem obedecer à legislação, sob pena de responderem por crime ambiental, com penalidade prevista de um a três anos de detenção, multa que varia de R$ 700 a R$ 100 mil, além de terem os equipamentos, petrechos e pescado apreendidos.
O CABM empregou um efetivo de 70 policiais militares, 12 embarcações e 12 viaturas para percorrer 600 quilômetros dos rios Uruguai, Ibicui, Ibirapuitã e Quarai. A Delegacia Fluvial de Uruguaiana e as autoridades navais da Argentina e do Uruguai prestaram apoio à Operação Piracema.