Polícia

Operação mira núcleo financeiro de facção e bloqueia quase R$ 16 milhões no RS

Ação da Draco de Erechim cumpre 24 ordens judiciais e atinge esquema de lavagem ligado ao tráfico e homicídios

Operação cumpriu ordens judiciais em Erechim, Passo Fundo, Roca Sales, Teutônia, Vale Real, Charqueadas, Canoas, Porto Alegre e Alvorada.
Operação cumpriu ordens judiciais em Erechim, Passo Fundo, Roca Sales, Teutônia, Vale Real, Charqueadas, Canoas, Porto Alegre e Alvorada. Foto : Polícia Civil / CP

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Rastrum, com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro de uma organização criminosa que atua dentro e fora do sistema prisional no Rio Grande do Sul. A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Erechim, apura crimes de lavagem de dinheiro vinculados ao tráfico de drogas e à prática de homicídios.

Ao todo, foram cumpridas 24 ordens judiciais nos municípios de Erechim, Passo Fundo, Roca Sales, Teutônia, Vale Real, Charqueadas, Canoas, Porto Alegre e Alvorada. Entre os alvos, estão seis apenados recolhidos em unidades prisionais de Charqueadas, Canoas e Erechim, com diligências realizadas por operadores da Polícia Penal.

As investigações tiveram início em setembro de 2025 e se concentraram no rastreamento de valores oriundos da atividade de traficância. Conforme a apuração, o grupo criminoso, liderado por um apenado da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, utilizava operadores financeiros e contas em nome próprio e de familiares para ocultar e dissimular recursos ilícitos.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema movimentou quase R$ 16 milhões entre os anos de 2023 e 2025, valores provenientes principalmente do tráfico de drogas. O Poder Judiciário determinou o bloqueio de dezenas de contas bancárias vinculadas a 20 investigados, além do sequestro dos valores disponíveis.

Também foi autorizada a apreensão de sete veículos, entre automóveis e motocicletas, considerados produtos das atividades criminosas.

A operação contou com a participação de aproximadamente 90 policiais civis e mais de 50 policiais penais, além do apoio de agentes vinculados à Operação Nacional Brasil Contra o Crime Organizado/Divisas.

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