Polícia

Ossada encontrada em mato seria de adolescente envolvido em morte de PM

Jovem desapareceu em setembro, em Passo Fundo

A ossada encontrada na manhã desta quinta-feira, num mato no quilômetro 306 da BR-285, em Passo Fundo, na região Norte do Estado, seria do adolescente Patric Chaves Soares, 17 anos, que estava desaparecido desde o dia 15 de setembro. O pai dele, Miguel Nilton Soares, esteve à tarde no Departamento Médico Legal e reconheceu as roupas encontradas junto à ossada – jaqueta, moleton e os sapatos – como sendo do filho.

O adolescente era apontado pela policia como um dos envolvidos na morte do soldado do 3° RPMon da Brigada Militar, Jorge Luiz Campos Centeno, 42 anos, durante tentativa de assalto. No dia 17 de junho, o PM a paisana estava na frente de um mercado na vila Santa Maria, onde chegou uma moto com dois homens. O caroneiro desceu atirando. O soldado foi atingido e morreu dois dias depois no hospital. Patric Chaves Soares foi identificado pela polícia como o caroneiro da moto e autor dos disparos. Na Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente, ele negou envolvimento na tentativa de assalto.

Em 17 de setembro, Alzira da Silva Chaves procurou a polícia para registrar o desaparecimento do filho, que havia dois dias não aparecia em casa.

No início da noite de ontem, um agricultor passava próximo ao chamado mato do Bertol e teve a atenção despertada pelos seus cães, que começaram latir. Como estava escuro, ele não foi averiguar, mas nesta quinta-feira voltou ao local, onde encontrou a ossada.

Os peritos do Instituto Geral de Perícia-IGP constataram que a vítima foi morta com um tiro no lado direito do crânio. A jaqueta que usava tinha duas perfurações bala na altura do peito. A polícia acredita que a vítima tenha sido levada para ser executada no mato, que é usado como ponto de desmanche de veículos.

A delegada Daniela de Oliveira Mineto, que responde pela Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente, disse que o reconhecimento oficial só será possível através de exame de DNA. Daniela prevê que vai ser difícil desvendar a autoria do crime pelo tempo que passou e pelo perfil da vitima.