Polícia

Ostentação de gangues rivais teria motivado tiroteio na Stuttgart

Delegado não descarta indiciamento dos responsáveis pela segurança da cervejaria

Ostentação de gangues de tráfico rivais teria motivado tiroteio
Ostentação de gangues de tráfico rivais teria motivado tiroteio Foto : Samuel Maciel
A competição por status entre grandes quadrilhas de tráfico de drogas da Vila Cruzeiro e do bairro Agronomia, na zona Sul de Porto Alegre, foi a provável causa do tiroteio na cervejaria Stuttgart, que deixou um morto e 15 feridos, há dez dias. Líderes de um grupo criminoso que costumavam frequentar as festas teriam se ofendido, uma semana antes, quando o poder econômico dos rivais foi aclamado por um MC. A gangue rival foi coibida a não retornar à boate, e não cedeu à ameaça, o que ocasionou a troca de tiros, de acordo com o titular da 2ª Delegacia de Homicídios da Capital (DPHPP), Filipe Bringhenti, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira.

Depois de ouvir mais de uma dezena de testemunhas, o delegado Bringhenti constatou que, normalmente armados, os traficantes envolvidos costumavam ostentar gastos nos camarotes — com roupas, bebidas, mulheres e até notas de dinheiro jogadas ao alto. Com relatos desencontrados de testemunhas que temem represálias, o delegado ainda não conseguiu confirmar qual gangue deu início ao tiroteio.

Alguns envolvidos na troca de tiros foram identificados, mas ainda não há estimativa de quantos serão indiciados ao final do inquérito, com conclusão prevista para 30 dias. O delegado não descarta o indiciamento também dos responsáveis pela Stuttgart, por conivência com o crime organizado e falta de segurança no acesso às festas. A boate, que fica na avenida Princesa Isabel, no bairro Santana, permanece interditada pela prefeitura, a pedido da Brigada Militar e da Secretaria Municipal da Indústria e Comércio (Smic).

A coletiva de imprensa teve as participações dos delegados Filipe Bringhenti, da 2ª DPHPP; Jeiselaure Souza, da 5ª DPHP; e João Paulo de Abreu, da 3ª DPHP; além do diretor do Departamento de Homicídios, delegado Odival Soares e do chefe da Polícia Civil, delegado Guilherme Wondracek.

Com informações de Bibiana Borba