A criança foi levada a um posto de saúde pela mãe, na última quarta feira, um dia após a suposta agressão. A médica plantonista percebeu a gravidade dos ferimentos e comunicou o caso ao Conselho Tutelar. No sábado, o órgão de proteção fez a denúncia à polícia, que conseguiu na Justiça a autorização para a prisão temporária (30 dias) do homem de 22 anos, já que o crime é considerado hediondo pela lei.
O titular da delegacia de Carlos Barbosa, Valter José Maitelli, contou que devido à gravidade do caso, a médica que atendeu a criança resolveu acompanhá-la no deslocamento até Bento Gonçalves, com medo de que a menina entrasse em coma. A família mora no interior do município, na localidade de Arco Verde. Segundo o delegado, o pai biológico da criança havia denunciado que a filha poderia estar sendo agredida pelo atual companheiro da ex-mulher.
Conforme Maitelli, o padrasto disse ter batido na menina com uma varinha, porque ela o incomodava. A versão não convenceu o delegado e o homem será indiciado por tortura – que tem pena máxima de oito anos – e por tentativa de homicídio – com pena de sete a 14 anos. Pelo crime ter sido cometido contra uma criança, que deveria receber a proteção do suposto agressor, a penalização pode ser ampliada.
O delegado disse que o futuro da menina depende do Judiciário, mas considera difícil que ela volte a conviver com a mãe. Uma das possibilidades é que seja encaminhada aos cuidados do pai biológico.