De acordo com a acusação, os cinco foram algemados e encaminhados para a delegacia local, inclusive dois menores, que não tiveram atendimento específico. Os três maiores de idade ficaram recolhidos na Penitenciária Modulada de Osório por três dias. Os menores passaram a noite na delegacia. Nenhum tem antecedentes criminais.
À prisão em flagrante por crime de dano qualificado de patrimônio público, ao qual respondem, não cabe fiança. Segundo a acusação, eles teriam também ameaçado os salva-vidas. Os jovens negam a depredação e a acusação de que estavam drogados e alcoolizados e alegam não terem sido submetidos a qualquer exame toxicológico.
Os garotos alegam ter sido agredidos após a realização de exame de corpo de delito e sofrido preconceito racial. Além disso, foram obrigados a assinar um documento sem conhecimento de seu teor. Por orientação da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos foi registrado um boletim de ocorrência em Porto Alegre por suposto abuso dos policiais além da suposta atitude racista. A Comissão aguarda o andamento do processo.
Os cinco jovens respondem a processo por dano qualificado de patrimônio público na 1ª Vara Criminal de Tramandaí, que pode ser suspenso pelo Ministério Público. De acordo com o pai de um deles, os cinco pretendem provar sua inocência.