Polícia

Pai de jovem preso por vandalismo denuncia PMs

Acusados de depredar guarita em Cidreira alegam ter sido agredidos e sofrido preconceito racial

Pai de jovem acusado de depredar guarita diz que PMs agiram de forma irregular
Pai de jovem acusado de depredar guarita diz que PMs agiram de forma irregular Foto : Divulgação
A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Dionilso Marcon (PT), recebeu uma denúncia do pai de um dos cinco jovens que teriam sido tratados de forma irregular por policiais militares em Cidreira, no último domingo. Os jovens foram acusados por salva-vidas de destruir uma guarita e de ameaçá-los.

De acordo com a acusação, os cinco foram algemados e encaminhados para a delegacia local, inclusive dois menores, que não tiveram atendimento específico. Os três maiores de idade ficaram recolhidos na Penitenciária Modulada de Osório por três dias. Os menores passaram a noite na delegacia. Nenhum tem antecedentes criminais.

À prisão em flagrante por crime de dano qualificado de patrimônio público, ao qual respondem, não cabe fiança. Segundo a acusação, eles teriam também ameaçado os salva-vidas. Os jovens negam a depredação e a acusação de que estavam drogados e alcoolizados e alegam não terem sido submetidos a qualquer exame toxicológico.

Os garotos alegam ter sido agredidos após a realização de exame de corpo de delito e sofrido preconceito racial. Além disso, foram obrigados a assinar um documento sem conhecimento de seu teor. Por orientação da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos foi registrado um boletim de ocorrência em Porto Alegre por suposto abuso dos policiais além da suposta atitude racista. A Comissão aguarda o andamento do processo.

Os cinco jovens respondem a processo por dano qualificado de patrimônio público na 1ª Vara Criminal de Tramandaí, que pode ser suspenso pelo Ministério Público. De acordo com o pai de um deles, os cinco pretendem provar sua inocência.

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