De acordo com a decisão do magistrado, é direito dos acusados optarem por não ser conduzidos à audiência, salvo na que forem interrogados, o que não é o caso da oitiva designada para a próxima semana. Na ocasião, serão ouvidas testemunhas de defesa e de acusação. O réu pode abrir mão do direito de estar presente quando da inquirição das testemunhas, sem que isso implique em nulidade processual, explicou o juiz.
A data da audiência de interrogatório dos réus ainda não foi definida.
Relembre o caso
Bernardo, de 11 anos, desapareceu em 4 de abril, em Três Passos, e teve o corpo encontrado na noite do dia 14, em Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio. Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta Graciele Ugulini, admitiu o crime e apontou o local onde a criança foi enterrada.
O pai do menino, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. O juiz de Três Passos transformou os quatro em réus, em 16 de maio.
A Polícia sustenta a tese de que Graciele e Edelvânia executaram o homicídio usando doses do medicamento Midazolan – a madrasta porque entendia que o menino era um ‘estorvo’ para o relacionamento entre ela e Leandro Boldrini, e Edelvânia em troca de dinheiro, para comprar um apartamento. Ainda segundo a Polícia, Boldrini também teve participação na morte fornecendo o medicamento controlado em uma receita assinada por ele, na cor azul. Já Evandro se tornou o quarto réu do caso, pela suspeita de ter ajudado a fazer a cova onde o corpo do menino foi enterrado.