O homem, 29 anos, é um ex-funcionário de uma pedreira foi preso por volta das 6h40 de segunda-feira, perto da casa dele, no bairro Vista Alegre, na periferia da cidade. As imagens mostram o rapaz em seu carro, juntamente com a criança, que acreditava estar indo passear com o pai.
Em seu depoimento, o suspeito afirmou ter levado o menino para participar da ação por não ter com quem deixá-lo. A mãe trabalha à noite em um restaurante. Segundo o delegado Adilson Marcondes dos Santos, chefe da DIG de Guaratinguetá, ao ser levada à delegacia para depor, a mulher, surpresa, chorou muito e ficou "estupefata". "Ela disse que desconhecia as atividades criminosas do marido à noite", afirmou o policial.
Na casa do homem, que confessou o crime, foram apreendidas 22 bananas de dinamite que, segundo a polícia, fazem parte de um lote de 40, roubadas há seis meses na pedreira, possivelmente com a ajuda de outro funcionário, que também foi preso. O suspeito trabalhou na empresa por cinco anos. Sua identificação foi possível, segundo Santos, graças ao cruzamento de informações da investigação. A polícia desconfia que uma das bananas tenha sido usada numa explosão da delegacia de Aparecida, no último dia 3 de maio. "Faltam encontrar as 15 bananas restantes, que podem estar em poder de bandidos", completou o delegado.
Ainda de acordo com a polícia, a explosão da agência teria sido para desviar a atenção, uma vez que o alvo seria o caixa eletrônico do banco, localizado no bairro do Pedregulho, a quase três quilômetros daquele local. O rapaz é réu primário, mas foi preso em flagrante por posse ilegal de explosivos. Ele deve ser indiciado por formação de quadrilha, tentativa de furto qualificado e explosão, podendo ser condenado a mais de dez anos de prisão.