O albergado está condenado a 36 anos e 11 meses de prisão por assaltos a bancos e carros-fortes. Ele já cumpriu 12 anos e seis meses. Com o trabalho, no ano que vem pode passar para o regime aberto.
A advogada do Cláudio Adriano, Maria Helena Viegas, entrou em contato com a Vara de Execuções Criminais da Capital, pedindo que seu cliente ficasse no albergue de Montenegro e que o seu processo fosse transferido para a comarca de Novo Hamburgo. Segundo ela, o Judiciário já tinha deferido o pedido e na manhã desta sexta. O detento já foi levado por funcionários da casa prisional de Montenegro ao seu serviço. “Esta vitória não é só minha, mas também de Cláudio Vogel”, disse Maria Helena. “Agora é tocar a vida para frente.”
O protocolo de intenções para a contratação de Cláudio Adriano foi firmado no final de setembro. Conforme Maria Helena, um dia depois do caso ser divulgado pelos veículos da Rede Record, ele foi impedido de deixar o albergue de Montenegro. O caso irritou o proprietário da empresa. Cláudio Vogel ameaçou abandonar o projeto de contratação de outros 80 detentos, além dos sete que já trabalham com ele, se Cláudio Adriano não fosse liberado para o trabalho.