Após a segunda audiência do processo criminal do caso Bernardo, o advogado de defesa de Edelvânia Wirganovicz criticou, nesta segunda-feira, o fato de somente a cliente dele aceitar participar das oitivas, na Comarca de Três Passos. De acordo com o defensor, a amiga da madrasta comparece às audiências porque ela é inocente. Demetryus Grapiglia criticou a postura de Leandro Boldrini, pai do menino, em se abster de estar presente no fórum.
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“Se as coisas são como Edelvânia conta, ele tem que aparecer para se defender. Se meu filho desaparece, não ficaria fechado na cadeia. Seria o primeiro a querer comparecer. Falo pela cliente, que é inocente”, afirmou. O advogado garante que Edelvânia Wirganovicz não se julga culpada porque, segundo ela, a morte do menino foi um acidente. ” Ela admite a ocultação de cadáver. É por isso que deve pagar “, sustenta Grapiglia.
Já o defensor da avó materna, Marlon Taborda, reiterou estar convicto, não só de que a amiga da madrasta teve participação, como de que o pai da criança orquestrou o crime. Para ele, Edelvânia não pode querer, agora, mudar a versão inicial de que a superdosagem (de Midazolan, o sedativo que matou Bernardo) foi intencional. “Não foi erro de dosagem! E mais, foi com a determinação do médico (Leandro Boldrini)”.
O advogado de defesa de Edelvânia ainda reclamou do fato de não ter direito a gravar uma entrevista com a cliente para divulgar a versão da ex-assistente social em relação ao crime.
A polícia sustenta que os quatro réus do caso – Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini, Edelvânia e o irmão dela, Evandro Wirganovicz – arquitetaram o plano de matar Bernardo. O menino desapareceu em 4 de abril. O corpo foi descoberto dez dias depois, em uma cova às margens de um rio em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de Três Passos.