O sobrevivente passou a noite no meio do mato, ferido com um disparo nas costas, até conseguir ajuda, já na manhã de sábado, instantes antes de a Brigada Militar ser acionada por meio de uma ligação anônima. Vizinhos das vítimas atacadas foram intimados e prestarão depoimentos nesta segunda-feira à Polícia Civil.
Para o delegado Perez, a hipótese mais provável é a de que o matador tenha alguma desavença com a família. Ele descarta latrocínio (roubo com morte), lembrando que a mãe e os filhos não têm boas condições financeiras. Maria Eva Cassoli, de 50 anos, e o filho, Silvano Cassoli Gomes, 25, foram mortos com tiros de espingarda. A perícia ainda não indicou o calibre da arma.
Crime mostra a realidade de uma comunidade isolada
De acordo com o delegado que investiga os assassinatos, a comunidade em que moravam as vítimas, conhecida como Linha Guarapiá, é um local isolado, no meio do mato, distante cerca de 20 quilômetros de Maquiné, próximo da divisa com São Francisco de Paula. A vila é formada em grande parte por pessoas analfabetas que vivem de agricultura de subsistência. Não há iluminação nas ruas nem sinal de telefonia celular. “Viviam quase que na Idade da Pedra”, comparou o policial.