Polícia

Para delegado, matador não vai buscar o sobrevivente do assassinato em Maquiné

Polícia considera hipótese de desavença familiar

 A perícia ainda não indicou o calibre da arma
A perícia ainda não indicou o calibre da arma Foto : Cristiano Estrela
O delegado responsável pelo inquérito que apura a morte de mãe e filho, nessa sexta-feira, em Maquiné, Paulo Perez, avaliou que não há problema em deixar o único sobrevivente do crime sem proteção no hospital onde se recupera de um tiro. Ele disse acreditar que não há perigo de o matador tentar atacar o sobrevivente. Ildo Cassoli Gomes, 24 anos, internado no Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa, já foi ouvido e disse não ter visto o rosto do atirador, que estava com o rosto coberto. Apenas passou algumas características físicas dele.

O sobrevivente passou a noite no meio do mato, ferido com um disparo nas costas, até conseguir ajuda, já na manhã de sábado, instantes antes de a Brigada Militar ser acionada por meio de uma ligação anônima. Vizinhos das vítimas atacadas foram intimados e prestarão depoimentos nesta segunda-feira à Polícia Civil.

Para o delegado Perez, a hipótese mais provável é a de que o matador tenha alguma desavença com a família. Ele descarta latrocínio (roubo com morte), lembrando que a mãe e os filhos não têm boas condições financeiras. Maria Eva Cassoli, de 50 anos, e o filho, Silvano Cassoli Gomes, 25, foram mortos com tiros de espingarda. A perícia ainda não indicou o calibre da arma.

Crime mostra a realidade de uma comunidade isolada

De acordo com o delegado que investiga os assassinatos, a comunidade em que moravam as vítimas, conhecida como Linha Guarapiá, é um local isolado, no meio do mato, distante cerca de 20 quilômetros de Maquiné, próximo da divisa com São Francisco de Paula. A vila é formada em grande parte por pessoas analfabetas que vivem de agricultura de subsistência. Não há iluminação nas ruas nem sinal de telefonia celular. “Viviam quase que na Idade da Pedra”, comparou o policial.

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