Polícia

Para delegado, morte de operário em obra pode ser tratada como homicídio

Homem despencou do 12º andar de prédio na Capital com outros dois trabalhadores

O titular da 10ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, Abílio Olavo Pereira, não descarta que a morte de um operário, na quarta-feira, em Porto Alegre, possa ser tratada como homicídio culposo. Por volta das 10h dessa quarta-feira, um elevador de carga caiu do 12º andar de um prédio em reforma na rua Laurindo, bairro Santana. O operador de guincho Claudinei dos Santos Fernandes, 44 anos, não resistiu aos ferimentos. Além dele, estavam no equipamento Luiz Celso Huhner da Silva, 57 anos, e Fabiano Luz Garcia, 33 anos. Nenhum dos dois corre risco de vida.

“Tecnicamente é possível que tenha ocorrido um homicídio, só precisamos demonstrar se houve a culpa e de quem", disse o delegado. Ele explicou ainda que é preciso verificar se ocorreu imprudência, imperícia ou negligência. "Não está afastada a possibilidade de responsabilidade dupla ou tripla. Qualquer avaliação vai depender da prova baseada em circunstâncias técnicas.”

Pereira informou que ouviu os depoimentos do arquiteto responsável pela obra na esquina da rua Laurindo com a avenida João Pessoa, bem como do mestre de obras e do proprietário da empreiteira CPW, que também é o dono do prédio. Hoje será realizada a perícia no elevador para averiguar as condições de funcionamento do equipamento. O delegado também ouvirá os depoimentos dos dois trabalhadores feridos. 

O inquérito do acidente relatado por um operário, ocorrido em janeiro, quando dois funcionários caíram de um andaime que despencou no local também será analisado. A legalidade da obra junto à prefeitura, ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), bem como a existência de todos os alvarás necessários para o andamento de construção ou reforma no local serão apurados.

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