A diminuição dos ataques é atribuída à atuação do policiamento nas ruas, de acordo com o diretor do Setor de Inteligência da Polícia Civil de Santa Catarina, delegado Antonio Alexandre Kale. “Com estratégias de ação e usando as ferramentas de inteligência policial foi possível obter um expressivo resultado no número de prisões, o que contribuiu para o sufocamento de qualquer tentativa de intensificação dos ataques”, explicou.
Até quarta-feira, a PM vai manter mesmo assim 120 policiais militares mobilizados nas ruas da Grande Florianópolis. Na região, 10 coletivos foram incendiados em Florianópolis, São José e Palhoça, desde a última terça-feira, quando começaram os ataques. A onda de violência fez com que as férias de muitos policiais fossem suspensas. Alguns policiais civis e militares estão trabalhando três dias seguidos apenas com pequenos intervalos.
A Polícia Civil investiga o envolvimento direto ou indireto de 115 pessoas nos atentados. Deste total, 48 estão presas. Outras três foram mortas em confrontos com as forças policiais. Há suspeita também de que a queda no número de ataques tenhasido determinada pelo comando da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Interceptações telefônicas teriam registrado conversas entre detentos neste sentido.
Chefe da Polícia Civil gaúcha se reúne com sindicato
A diretoria do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Policia do Rio Grande do Sul (Ugeirm Sindicato), esteve reunida na manhã desta segunda-feira com o Chefe da Polícia Civil do Estado, delegado Ranolfo Vieira Júnior. O presidente da entidade, Isaac Ortiz, explicou que o objetivo do encontro foi o de externar a preocupação com os atentados e ataques em São Paulo e Santa Catarina, comandados por facções criminosas. “Não adiante negar a existência delas”, alertou o dirigente, defendendo maior trabalho investigativo. “O delegado Ranolfo Vieira Júnior disse que as facções são monitoradas no Rio Grande do Sul”, observou Ortiz, confirmando ainda a orientação de que os agentes não circulem sozinhos nas viaturas e tenham atenção redobrada. “Não queremos aqui o que acontece em Santa Catarina e em São Paulo”, afirmou.