Polícia

Para polícia, minoria prejudicou protesto em Porto Alegre

BM e Polícia Civil negaram intenção de criminalizar manifestantes e querem identificar vândalos

Vidro da Prefeitura quebrado durante protesto
Vidro da Prefeitura quebrado durante protesto Foto : Vinicius Roratto
A Brigada Militar (BM) e a Polícia Civil concederam entrevista coletiva nesta sexta sobre os protestos da noite de quinta em Porto Alegre. E foram unânimes no discurso de querer “individualizar” a responsabilidade pelos atos de vandalismo e de que uma minoria atrapalhou uma manifestação inicialmente pacífica. “Não queremos começar processos de incriminação dos movimentos sociais, 99% são pessoas pacíficas", disse o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, delegado Vicente Nunes.

Segundo Nunes, “aqueles que se portaram de forma diferente são uma minoria, que não representam um número maior de trabalhadores. Foram pessoas que foram refutadas por essa maioria”, afirmou. De acordo com o major André Luiz Córdova, do 9º Batalhão de Brigada Militar, todos os 23 detidos participaram de atos de depredação. “Dos 18 que preencheram Termo Circunstanciado, quatro têm antecedentes criminais”, ressaltou. Córdova afirmou que a BM não recebeu nenhuma queixa de lesão corporal.

Já o comandante do policiamento da Capital, coronel Godoy, afirmou que a atuação da BM deve propiciar a segurança de todos e que a corporação também trabalha para garantir o direito do cidadão de protestar de maneira pacífica.

Prejuízos

Nesta manhã, a BM divulgou um levantamento com os prejuízos gerados durante a manifestação. Conforme a corporação, pelo menos 77 depredações foram registradas em lojas comerciais, prédios públicos e privados, veículos e contêineres de lixo. Objetos como pedras, cartazes e latas de spray foram apreendidos.

O grupo se reuniu no Centro da Capital no final da tarde, de onde saiu em caminhada até a avenida João Pessoa. O trânsito parou enquanto centenas de pessoas percorriam as vias centrais. O motivo para o protesto, conforme alguns manifestantes, era manter o valor da passagem de ônibus em R$ 2,85. Outra justificativa foi a solidariedade aos protestos realizados contra o reajuste da tarifa no Rio de Janeiro, São Paulo e Alagoas.