Em depoimento, Nayara afirmou que ouviu dois disparos antes que a polícia entrasse no apartamento de Eloá. Segundo a testemunha, o réu arrastou uma mesa para bloquear a porta, ela se cobriu com um edredom para se proteger, e, então, foram dados os tiros.
A amiga de Eloá ainda explicou que voltou à casa da vítima, depois de ter sido liberada pelo sequestrador, porque um policial foi a sua casa pedindo que ela ajudasse nas negociações. Além de Victor e Nayara, Iago de Oliveira também testemunhou. Ele afirmou ter sido ameaçado diversas vezes por Lindemberg.
Defesa
Ana Lúcia Assad, advogada de Lindemberg, defendeu que ele era "um menino trabalhador" e que a acusação queria transformá-lo em "um menino mau". No julgamento, ela apresentou , por quase uma hora, vídeos de reportagens sobre os crimes atribuídos a Lindemberg, além de uma entrevista concedida pelo réu durante o cárcere. Durante a apresentação, a advogada fez críticas à atuação da polícia e aos abusos da imprensa.
A audiência começou por volta das 9h50min e o réu chegou escoltado e aparentemente 10kg mais pesado ao local, após três anos de prisão. Sete entre 25 pessoas foram sorteadas para compor o júri. Tanto a defesa quanto a acusação podiam pedir a troca de três deles. Foram escolhidos seis homens e uma mulher.