Polícia

Paradeiro de suspeito de estupro em NH opõe Justiça e Polícia

Agentes garantem que o rapaz não estava no RS quando a jovem foi violentada

Juiz João Carlos Corrêa Grey e o delegado Bolívar Llantada
Juiz João Carlos Corrêa Grey e o delegado Bolívar Llantada Foto : Álisson Coelho / Especial CP e Fabiano do Amaral
Versões opostas se estabeleceram, nessa quarta-feira, entre a Polícia Civil e o Judiciário sobre o paradeiro de um rapaz, 19 anos, acusado de estuprar uma jovem em Novo Hamburgo, na semana passada. Segundo o juiz da Vara da Infância e da Juventude de Novo Hamburgo, João Carlos Corrêa Grey, a Polícia Civil procura alguém que está sob proteção federal, mas que não está no Rio Grande do Sul.

De acordo com o magistrado, agentes do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM) garantem que o rapaz não estava no RS quando a jovem, de 21 anos, foi sequestrada e violentada. No final da tarde de quarta, o juiz informou que o suspeito já teria prestado depoimento ao Ministério Público e que ele receberia a transcrição até a manhã desta quinta-feira.

Conforme Grey, o jovem estaria disposto a realizar exame de DNA para comprovar inocência no caso. "Ele tem conhecimento de que é suspeito e está muito abalado. É preciso que se supere a suspeita para que a Polícia possa continuar a investigação", disse. Grey afirmou ter comunicado ao delegado responsável sobre o ofício que recebeu informando que o jovem está sob proteção federal. "Existe algo estranho em toda essa história, mas se querem continuar procurando por alguém sob proteção, tudo bem", finalizou.

À tarde, no Palácio da Polícia, na Capital, o diretor da Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado Bolívar Llantada, afirmou que pesa contra o acusado o testemunho de uma familiar que o teria visto em São Leopoldo na semana do crime. A versão, porém, contradiz outros dois familiares, que teriam dito que o suspeito está fora do RS. Llantada disse ainda que a Polícia Civil tem pelo menos quatro relatos isentos da presença do suspeito no Vale do Sinos.

Os delegados Ayrton Figueiredo Martins Júnior, da 3ª DP de Novo Hamburgo, e Marco Antônio Duarte de Souza, da 1ª DP de São Leopoldo, que atuam no caso, informaram não ter recebido informações da suposta proteção do acusado. Ayrton Júnior disse acreditar que o laudo será a prova definitiva da autoria do crime.

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República informou, por meio de sua assessoria, que repassou informações pertinentes ao caso às autoridades gaúchas.

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