O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef/RS), Ubiratan Sanderson, disse que durante o período de paralisação, os atendimentos ao público estão restritos. A emissão de passaporte é realizada, mas apenas para quem agendou horário anteriormente. A normalização na prestação dos serviços está prevista para quinta-feira. No dia 6 de março, a categoria realiza uma assembleia que pode decidir por uma greve por tempo indeterminado. “Queremos que a categoria seja valorizada. Estamos desde 2008 sem reajuste salarial”, explicou.
Conforme Sanderson, o sindicato representa os agentes, os escrivães, e os papiloscopistas. O grupo é composto por cerca de 600 servidores no Rio Grande do Sul. Segundo ele, o número deveria ser o dobro no Estado. Com relação aos salários, os policiais federais pedem aumento de 45% (inflação dos últimos anos), além da equiparação com carreiras de Ensino Superior da Receita Federal, Abin e analistas do Banco Central que recebem um salário inicial bruto de R$ 12 mil.
Segundo Sanderson, a categoria protesta contra a redução dos investimentos na Polícia Federal, com consequente falta de condições de trabalho e de efetivo. No ano passado, 230 servidores deixaram a PF, e de acordo com o vice-presidente do Sinpef/RS, o número de policiais diminui a cada ano.