Leia mais sobre a violência no Rio
Os parentes são acusados de lavagem de dinheiro e associação para o tráfico. "Esse dinheiro ilícito é repassado para a família. Geralmente, em visitas íntimas essas mulheres são usadas como pombo-correio do tráfico. Já que não podemos gravar as visitas íntimas esse é um meio de evitar que informações sejam passadas", afirmou o chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski.Antes do início dos ataques ao Rio, já estavam presas as mulheres de Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, e de Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel. A mulher do traficante Márcio Batista dos Santos, o Dinho Porquinho, é considerada foragida.
A Polícia Civil informou que outras serão presas à medida em que os mandados forem sendo liberados pela Justiça.A maior baixa ocorreu na família de Polegar. Além de Viviane, foram presos o pai dela, Genival Jerônimo da Silva, o irmão Vitor Sampaio e a tia Lúcia Maria Souza Melo. "Todos eles têm imóveis no seu nome. Não foram presos por serem parentes, mas porque, de alguma forma, davam sustentação à atividade criminosa", afirmou o delegado da 9.ª Delegacia de Polícia Alan Luxardo.
A investigação sobre a família de Polegar foi iniciada quatro meses atrás. O juiz da 34.ª Vara Criminal determinou o sequestro de cinco imóveis na Barra da Tijuca, Leblon, Niterói, Jacarepaguá e Cabo Frio, na Região dos Lagos, avaliados em R$ 3 milhões. Nos últimos dias, os agentes vinham monitorando os passos de Viviane. "Ela tinha uma vida de classe média alta - do apartamento para a piscina do condomínio, dali para a academia, para o shopping ou para a casa de Cabo Frio. Fazia viagens em cruzeiros de luxo. Achamos comprovantes no valor de R$ 2 mil da escola dos dois filhos", afirmou Luxardo. Ao ser presa, ela disse ao delegado: "Sabia que mais cedo ou mais tarde isso acabaria acontecendo".
No Complexo do Alemão, foram presos dois traficantes, que segundo a polícia, seriam o segundo e terceiro na hierarquia do tráfico da Vila Cruzeiro. Ricardo Severo, o Faustão, e Tasso Fernando Faustino, o Branquinho, tentaram sair da favela às 4h da manhã, num Gol. Eles estavam desarmados, mas não atenderam ao pedido dos militares que controlam os acessos para pararem. Policiais e militares trocaram tiros com traficantes que faziam a retaguarda da fuga.Nesta troca de tiros, eles foram feridos com tiros na perna e na barriga. Depois de atendidos no Hospital Getúlio Vargas, foram para delegacia e serão encaminhados a um presídio federal. Há suspeita de que Ricardo Severo seja um dos responsáveis pela derrubada de um helicóptero no Morro dos Macacos, em outubro de 2009, quando dois PMs morreram.