Polícia

Parlamentares irão ao Rio para prestar apoio à vítima de estupro coletivo

Manifesto será lido nos plenários do Senado e da Câmara na terça-feira

Manifesto em repúdio ao estupro coletivo será lido na próxima terça-feira, segundo a senadora Gleisi Hoffmann
Manifesto em repúdio ao estupro coletivo será lido na próxima terça-feira, segundo a senadora Gleisi Hoffmann Foto : José Cruz / ABr / CP
A bancada feminina no Congresso prepara uma nota de repúdio ao estupro coletivo de uma jovem de 16 anos, ocorrido no Rio de Janeiro na madrugada desta quinta-feira. O manifesto será lido nos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados na próxima terça-feira, de acordo com a senadora Glesi Hoffmann (PT-PR).

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Ainda segundo a senadora, também na semana que vem, ela e um grupo de parlamentares farão uma visita à vítima e aos familiares. Os parlamentares também vão cobrar das autoridades de segurança do estado investigação e punição dos responsáveis. "Isso tem muito a ver com a visão de que mulher é extensão da propriedade privada do homem ou do marido. Vamos precisar do auxilio dos homens para combatermos situações como essas. Se não tivermos reação firme, vão continuar acontecendo, inclusive com estímulo e divulgação”, afirmou.

Para Gleisi, a cultura machista e da violência, que ainda permeia as relações da sociedade, precisa ser enfrentada com uma discussão aprofundada. Na manhã de desta sexta-feira, em discurso na tribuna do Senado, a senadora disse que, apesar de já ter avançado muito no ordenamento jurídico e na legislação que subjugava as mulheres, a cultura do estupro, no Brasil, ainda permeia a sociedade.

Gleisi lembrou outros casos de estupro coletivo, um ocorrido em Bom Jesus, no Piauí, na sexta-feira passada, e outro que aconteceu há um ano, em Castelo do Piauí, no mesmo estado.

O senador José Medeiros (PSD-MT) também se manifestou sobre o caso do estupro no Rio. Ele defendeu que é preciso condenar com veemência a ação, sobretudo diante da divulgação do estupro nas redes sociais. “Isso é o cúmulo da falência do entendimento da convivência social”, afirmou.