Polícia

Passagem secreta escondia caça-níqueis na Capital

Interdição aconteceu na avenida Cristovão Colombo, bairro Floresta

Área de limpeza escondia passagem secreta
Área de limpeza escondia passagem secreta Foto : Paulo Nunes
Policiais do Pelotão de Operações Especiais (POE) do 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Porto Alegre interditaram, na tarde desta segunda-feira, uma casa de jogos no bairro Floresta, em Porto Alegre. A chegada ao local era feita através de uma passagem secreta. Na casa, foram apreendidas 30 máquinas caça-níqueis. Quatro pessoas estavam utilizado o equipamento no momento da abordagem. Os responsáveis assinaram termos circunstanciados e as placas-mãe dos computadores foram retiradas.

O local, situado na avenida Cristovão Colombo, próximo à Ramiro Barcelos, funcionava em uma loja, que antigamente serviu de lanchonete. A porta de ferro estava sempre fechada, sem referência alguma a qualquer tipo de empreendimento. Além disso, após a porta de ferro existia uma outra, extremamente espessa, à prova de som.

Os clientes tinham acesso a casa de jogos por um edifício, localizado ao lado do estabelecimento, cuja área dos fundos dá acesso ao salão. Para isso, de acordo com o sargento Carlos Alberto Mancilha, que comandou a operação, as pessoas tinham apertar no interfone o número da dono da casa, que também era proprietária do apartamento. “O código para entrar era dizer o nome inteiro da proprietária”, contou o sargento. 
 
Armário

Dentro do apartamento, o jogador ia para a área de serviço do imóvel. Após uma máquina de lavar roupas, na parede dos fundos da área estava um armário, onde eram guardados produtos de limpeza. Este servia de  porta para dar acesso ao salão, onde estavam as máquinas. Após descer uma rampa, as pessoas estavam no salão, cuja decoração ainda era do tempo em que era uma lanchonete, com quadros de sanduíches, hamburgers, entre outros pratos. No meio da peça, uma espécie de copa servia aperitivos.

De acordo com o Mancilha, os PMs tiveram uma informação no último sábado. Um PM ia para casa, quando foi abordado por uma idosa, demonstrando grande irritação. Ela indicou ao brigadiano o local onde estava funcionando a casa de jogos ilegais e como tinham que proceder para entrar no lugar. “Ela tinha perdido cerca de R$ 4 mil e estava muito irritada”, contou o sargento. “Ela nos a senha e hoje (ontem), colocamos um casal de policiais à paisana no estabelecimento”, disse Mancilha, revelando que logo em seguida os outros PMs entraram no salão.

O local, conforme o sargento, era frequentado basicamente por pessoas idosas e de poder aquisitivo alto. “As somas movimentadas aqui, via de regra são altas”, disse Mancilha.