Mesmo com a forte chuva que caía na cidade, o grupo formado por moradores e autoridades, juntamente com amigos e familiares de Nicolas Gottschald de Freitas de 20 anos, e Brunno Zimmermann Kirsch de 22, mortos no final de semana no Centro da cidade, saíram em caminhada da Rua Gomes Portinho. Escoltados por cinco viaturas da Guarda Municipal, eles passaram pela Av. Maurício Cardoso, pela Rua Guia Lopes e chegaram até a sede da prefeitura do município. O trânsito ficou em meia pista nas vias, que são as de maior movimento do Centro.
Segundo um dos organizadores do evento, Carlos Henrique da Rosa, representantes da passeata iriam se reunir com o prefeito Tarcísio Zimmermann e com o secretário de Segurança e Mobilidade Urbana, Danilo de Oliveira, para solicitar a presença de mais policiais durante a noite na cidade. Um abaixo assinado solicitando “atitudes concretas, como uma lista de providências a serem tomadas” também foi entregue.
De acordo com Carol Kirsch, irmã de Bruno, a manifestação foi criada através do Facebook para mostrar a indignação dos moradores com a insegurança da cidade. “Não queremos ficar de braços cruzados diante disso tudo”, argumentou. Bruno havia se formado em Gastronomia e Nicolas iriam fazer o mesmo curso para que os dois pudessem abrir um restaurante no final do ano.
O pai de Nicolas, o motorista Ântonio Lúcio de Freitas, afirmou que a manifestação seria pacífica a fim de pedir paz. “Existem outros pais que perderam seus filhos, outras famílias que foram desfeitas. Isso tem que parar. Queremos segurança e principalmente, justiça”.
Passeata reúne 1,5 mil em NH para pedir paz após morte de jovens | Foto: Stephany Sander / Especial CP
O titular da 3ª DP de Novo Hamburgo, delegado Alexandre Quintão está investigando o caso que ocorreu na madrugada de domingo. Os dois jovens e um terceiro amigo, estavam caminhando pela Rua Bento Gonçalves quando foram obrigados a entrar em um Vectra e seguir em direção ao bairro Canudos. No caminho, Nicolas e Brunno foram mortos com um tiro na nuca.
O outro rapaz conseguiu escapar. “Trabalhamos com a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte, mas pode ter ocorrido acerto de contas, vingança ou pura maldade dos criminosos mesmo", afirma o delegado. Os grupo que participou da passeata, formado principalmente por jovens, lembrou no final do evento que a mobilização em prol de segurança iriam continuar.