De acordo com o capitão Célio Vargas, sub-comandante de unidade, a patrulha foi criada em 2004, ficando sob a responsabilidade de dois sargentos, já aposentados. A razão de ter uma patrulha na zona rural do município se deve ao fato da região ser usada na época como corredor para criminosos, residentes no Morro do Paula, em São Leopoldo. As quadrilhas, lembra o capitão, roubavam automóveis em Porto Alegre ou Canoas e usavam as estradas de chão batido do local como rota para chegar aos desmanches, no morro.
Desova de cadáver
“Além disso, eram comuns os roubos de animais, criados pelos moradores da região, como gado, cabritos ou porcos”, disse o capitão, ressaltando que era usual a desova de cadáveres. Em alguns casos, as vítimas eram levadas para a região, onde os criminosos as colocavam dentro de algum veículo e ateavam fogo, carbonizando o corpo.
O atendimento da população rural do município, atualmente, fica a cargo do sargento Carlos Alberto Goulart da Silva e do soldado Edson Albino Rodrigues. Eles patrulham o local todos os dias, em horários alternados, sempre em contato com os moradores locais.
Para auxiliar no policiamento desta área, com muitas vias quase inacessíveis e outras difíceis de encontrar, os policiais militares tem o auxílio de um GPS. Tecnologia, salienta Vargas, que agiliza a chegada nos locais de ocorrências.
O agricultor Milton Neueseld Rudtke, 40 anos, considera a dupla que atua no policiamento comunitário rural amiga e sempre se pode contar com os dois PMs. “Para nós que moramos na área distante da cidade a presença deste policiais nos dá a sensação de segurança”.
O entrosamento entre os moradores e PMs é grande. Alguns deixam as chaves de suas casas com os PMs para eles “darem uma olhada”. Segundo Vargas, já foram encontrados na região cargas roubadas, escondidas em sítios, cujos donos vão pouco e também desmanches, cujo mato foi usado para acobertá-los.